Moscou - Tudo indica que os russos estão dispostos a ratificar a opção do Kremlin, elegendo como presidente, hoje, Dimitri Medvedev, que formará com Vladimir Putin uma aliança ainda permeada de incertezas.
Na Rússia, país que possui onze fusos horários, a votação começou ontem, às 17 horas de Brasília, em Kamchatka e Chukotka, regiões do extremo oriente, e terminará hoje, às 15 horas, em Kaliningrado, na Europa.
Devido à falta de suspense eleitoral - segundo as sondagens Medvedev lidera com folga - os analistas se preocupam em fazer previsões sobre o que poderá acontecer depois da eleição e com a principal incógnita: a viabilidade da aliança Medvedev-Putin.
O presidente, que indicou pessoalmente Medvedev como candidato à eleição presidencial, já afirmou que irá ocupar o cargo de primeiro-ministro após os comícios.
A questão é saber qual dos dois irá se impor, já que, apesar da Constituição outorgar a principal parcela do poder ao presidente, Putin tem o apoio dos membros dos serviços de segurança.
Caso Medvedev consiga manter seu poder diante de Putin, a pergunta é se ele preservará a continuidade política e econômica, já que alguns membros da mídia e empresários dizem vislumbrar uma política mais liberal em algumas declarações e posições adotadas por Medvedev.
A outra incógnita, ligada a um tema mais imediato, é se a eleição presidencial irá ser acompanhada de mais uma crise de gás com a Ucrânia.
Os outros três candidatos, o comunista Guennadi Ziuganov, o ultranacionalista próximo do Kremlin Vladimir Jirinovski e o pró-Europa Andrei Bogdanov, condenados a atuar como figurantes, só terão hoje, segundo as últimas pesquisas, uma porcentagem de votos de 9% a 16%, 7% a 14%, e 1%, respectivamente.

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