Rússia revela nome do gás usado no resgate
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quarta-feira, 30 de outubro de 2002
Agência EFE 
Moscou A Rússia admitiu oficialmente ontem que o gás misterioso usado pelas forças de segurança no resgate dos reféns sequestrados por terroristas chechenos num teatro de Moscou era ``baseado em derivados de Fentanil``, anestésico centenas de vezes mais poderoso que a heroína. O ministro de Saúde, Yuri Shevchenko, negou também de forma oficial o uso de qualquer substância proibida pela Convenção Internacional de Proibição de Armas Químicas.
``Para neutralizar os terroristas, se utilizou um composto de derivados de Fentanil``, droga sintetizada na Bélgica pela primeira vez nos anos cinquenta do século passado, disse.
Pentágono não tem O Pentágono não possui Fentanyl nem outro gás que provoque incapacidade como o usado pelas forças de segurança russas mas conta com uma parafernália de meios de controle ``não-letais`` para enfrentar a ameaça terrorista, informou o Pentágono. ``Não temos o Fentanyl nem algum gás incapacitante desse tipo e não temos a intenção de produzi-lo``, declarou quarta-feira à AFP o comandante Tim Blair, um porta-voz militar norte-americano.
O Pentágono dispõe de um arsenal de armas não-letais sob a administração do Corpo de Fuzileiros. Mas ``os gases calmantes, que anestesiam ou debilitam``, como o usado em Moscou ``não se adaptam a nossos objetivos``, declarou outro porta-voz, o tenente-coronel Rivers Johnson.
O coronel Rivers destacou que os Estados Unidos proibiram em abril de 1997 os gases alucinógenos, como o BZ ou o QNB (Quinuclinyl Benzilate) porque contrariavam o Tratado de Proscrição de Armas Químicas.


