Enquanto o presidente Boris Yeltsin esbravejava, ontem, contra os ataques aéreos da Otan na Iugoslávia, seu primeiro-ministro confirmava tranquilamente que o chefe do Fundo Monetário Internacional irá em breve visitar Moscou.
Essas contrastantes atitudes - uma atacando o Ocidente, a outra buscando empréstimos ocidentais - sublinham um dilema que enfrentam líderes russos no momento em que consideram como responder aos ataques aéreos que têm humilhado Moscou no cenário internacional.
Caso não responda resolutamente, o Kremlin ficará exposto a críticas de nacionalistas e comunistas. Mas caso aja com muita dureza, ele colocará em risco relações com o Ocidente e poderia reduzir as chances da Rússia de garantir empréstimos extremamente necessários do FMI.
Enquanto um líder russo após o outro recuava da defesa de ‘‘medidas extremas’’ em resposta à Otan, analistas independentes diziam que Moscou irá manter sua retórica anti-Otan, mas não arriscará um confronto aberto com o Ocidente. ‘‘A Rússia evitará uma confrontação com o mundo ocidental’’, afirmou o analista político igor Bunin.

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