Associated Press
De Sarajevo
Líderes de 40 países lançaram ontem em Sarajevo, Bósnia, uma iniciativa para impulsionar reformas democráticas e econômicas nos conturbados Bálcãs, na esperança de criar uma Europa sem divisões, ‘‘onde a guerra seja impensável’’.
Mas os dirigentes ocidentais insistiram em manter a Sérvia isolada até que o presidente iugoslavo, Slobodan Milosevic, deixe o poder, o que provocou objeções da Rússia.
‘‘O Pacto de Estabilidade para o Sudeste Europeu visa garantir que os horrores que esta cidade sofreu em anos recentes pertencerá definitivamente ao passado’’, afirmou o presidente finlandês, Martti Ahtisaari, ao abrir o encontro de três horas que reuniu, entre outros, dirigentes dos EUA, União Européia, Rússia, Montenegro e oposição sérvia. ‘‘Este pacto prevê uma Europa finalmente não dividida, próspera e livre.’’
Os dirigentes prometeram trabalhar para integrar os Bálcãs à corrente principal da Europa, mas insistiram que os Estados da região precisam viver como bons vizinhos. Num passo nesse sentido, a Bósnia e a Croácia firmaram ontem mesmo um acordo paralelo resolvendo disputas fronteiriças.
Entre os objetivos do Pacto de Estabilidade estão a criação de democracias maduras e economias de mercado vibrantes, o combate à corrupção e ao crime organizado, e a prevenção de guerras e crises de refugiados. Políticas detalhadas para isso começarão ‘‘em breve’’ a ser preparadas por funcionários dos governos e instituições que participaram do encontro.
O presidente americano, Bill Clinton, afirmou que a vitória da Otan em Kosovo depois de 11 semanas de ataques aéreos contra alvos sérvios não terá sentido se não houver um esforço conjunto internacional para desenvolver as economias balcânicas.

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