Moscou- A Rússia reiterou ontem que poderá lançar ataques preventivos, mas não nucleares, contra bases terroristas em todo o mundo e esclareceu que seu país não inventou esta prática que já foi utilizada no Iraque e no Afeganistão.
''Não excluímos ataques preventivos contra bases terroristas em qualquer ponto do mundo'', disse o ministro da Defesa russo, Serguei Ivanov, em resposta a uma pergunta durante conversa com os adidos militares estrangeiros creditados em Moscou.
''Não diremos onde e quando realizaremos um ataque preventivo'', esclareceu Ivanov, ao destacar que os únicos limites são ''o uso da arma nuclear e as normas previstas pelo direito internacional''.
Ivanov destacou que existe uma ''base legal'' para os ataques, ao citar a resolução 1.566 do Conselho de Segurança das Nações Unidas que contém um apelo a todos os países do mundo para prevenir as ameaças terroristas e a punir os terroristas.
Em outubro, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a Rússia se reserva o direito de realizar ataques militares preventivos contra seus inimigos, se alguns países continuarem atuando sem o sinal verde da comunidade internacional, em referência aos Estados Unidos, embora sem citá-lo.
Segundo Evgueni Volk, da fundação Heritage, ''há uma parte de blefe nesta declaração''. ''Os especialistas militares estimam que esta declaração tem um objetivo político, mas à luz dos planos militares nada significa'', disse. ''É uma forma de propaganda de uso exterior para afirmar que somos tão bons quanto os americanos'', indicou.
Na segunda-feira passada, fontes do Estado Maior das forças aéreas russas evocaram a possibilidade de utilizar mísseis de cruzeiro de ogiva convencional de alta precisão de 3.000 km de alcance contra bases terroristas, inclusive no exterior.

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