Paris - A recompensa de dez milhões de dólares oferecida pelo Serviço Federal russo de Segurança (FSB, ex-KGB) para qualquer informação que permita localizar os chechenos Chamil Bassaiev e Aslan Maskhadov faz parte de uma prática cada vez mais comum para combater o terrorismo.
O FSB, que acusa o ex-presidente da república separatista da Chechênia Maskhkadov e o líder radical checheno Bassaeiv de estar por trás da tomada de reféns de Beslan (Ossétia do Norte), oferece uma recompensa de dez milhões de dólares para qualquer informação que permita sua captura.
As recompensas também têm um papel determinante na guerra contra o terrorismo para o departamento de Estado americano, assim como as informações fornecidas pelos serviços de inteligência, no desmantelamento das redes terroristas, desde os atentados de 11 de setembro de 2001.
Pelo menos 56 milhões de dólares já foram pagos pelos Estados Unidos, e mais de 200 milhões em prêmios são oferecidos pela captura ou por qualquer informação levando à detenção dos trinta suspeitos de terrorismo mais procurados no mundo, entre eles o líder da rede Al-Qaeda Osama bin Laden.
Os Estados Unidos também aumentaram a recompensa oferecida pela captura do líder fundamentalista jordaniano Abu Mussab al-Zarqawi, considerado por Washington o cérebro dos atentados cometidos no Iraque. O prêmio por Zarqawi passou de dez a 25 milhões de dólares, igualando assim a quantia oferecida por Osama bin Laden e por Ayman al-Zawahiri, o número dois da Al-Qaeda, procurado por seu suposto envolvimento nos ataques contra as embaixadas americanas na Tanzânia e no Quênia, em 1998.
Os Estados Unidos também oferecem cinco milhões de dólares pela captura de outros vinte dirigentes da Al-Qaeda. O secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld, havia mencionado no final de 2001, uma recompensa de 10 milhões de dólares pelo mulá Omar, o ex-dirigente talibã no Afeganistão.
Khaled Cheikh Mohammed, considerado o cérebro dos atentados de 11 de setembro de 2001 e atualmente detido pelos americanos, estava na lista dos terroristas mais procurados. Sua cabeça estava estimada em 25 milhões de dólares quando foi capturado no Paquistão, em março de 2003.
Cinco meses depois, a Tailândia recebeu 10 milhões de dólares pela captura de Hambali, um suposto líder da ramificação asiática da rede Al-Qaeda, a Jamaah Islamiyah (JI), supeita de ter planejado os atentados de Bali em 2002.
Ramzi Ahmed Yussef, condenado à prisão perpétua pelos ataques contra as Torres Gêmeas de Nova York em 1993, foi um dos primeiros supeitos presos em função do programa de recompensas aplicado pelo departamento de Estado americano.
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein e seus dois filhos, Udai e Qusai, também integravam este programa. Uma recompensa de 25 milhões de dólares era prometida para Saddam Hussein, mas ele foi detido em dezembro passado pelo exército americano. Quanto a seus dois filhos, mortos por soldados americanos, eles teriam sido denunciados por um iraquiano que teria recebido em troca 30 milhões de dólares.

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