France Presse
De Moscou
A Rússia exigiu ontem dos ocidentais que utilizem sua influência para dobrar os ‘‘bandidos chechenos’’, em lugar de criticar o exército russo, que ameaça matar todos os habitantes de Grozny se os combatentes não entregarem as armas antes de sábado.
Vários civis começaram a abandonar a capital chechena pelo ‘‘corredor’’ aberto pelo exército, segundo as emissoras russas de televisão, que não divulgaram nem imagens nem detalhes do êxodo.
A agência russa Itar-Tass informou ontem que algumas autoridades locais de Grozny pediram aos militares que prorrogassem o ultimato, alegando que a maioria dos 40 mil civis ainda na cidade não dispõe de meios materiais para fugir.
O comando russo exigiu anteontem a rendição e a evacuação de Grozny antes do próximo dia 11, advertindo que qualquer pessoa que permanecer na capital será ‘‘considerada terrorista e aniquilada pela artilharia e a aviação’’, após expirar o prazo do ultimato.
Segundo um correspondente da AFP situado atrás das linhas russas, a artilharia russa bombardeou Grozny ontem de manhã, enquanto os arredores da capital chechena eram cenário de confrontos.
Por outra parte, o exército federal criou um destacamento no Sul da Chechênia para eliminar os combatentes chechenos que pretendam fugir para as montanhas, informou ontem a agência russa de notícias militares AVN.
Em Moscou, o primeiro-ministro Vladimir Putin, o ‘‘falcão’’ da guerra da Chechênia, respondeu com seu habitual vigor às palavras do presidente norte-americano Bill Clinton, ontem à noite. ‘‘A Rússia pagará caro por esses atos’’, havia afirmado Clinton.
‘‘Se os ocidentais estão tão preocupados com os acontecimentos no Norte do Cáucaso, que utilizem sua influência não somente para pressionar os russos, mas também para que os bandidos libertem seus reféns, russos e estrangeiros’’, respondeu Putin numa entrevista.
Putin declarou-se disposto a ‘‘intensificar os contatos políticos com todas as forças sãs da Chechênia’’, sob duas condições: libertação dos reféns e que as autoridades independentistas entreguem à Rússia os rebeldes considerados como ‘‘terroristas internacionais’’.
Além de Bill Clinton, os ministros de Relações Exteriores da União Européia também endureceram o tom, condenando a ‘‘inaceitável ameaça’’ dirigida sob forma desse ultimato aos habitantes de Grozny.Apesar da pressão mundial, Rússia insiste na ameaça de aniquilar os chechenos que permanecerem na capital; ontem exército fez ataques no Sul
France PresseÊXODOPopulação tenta fugir da capital; autoridades chechenas tentam negociar prorrogação do prazo

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