Associated Press
De Makhackala, Rússia
Com ameaças de que Moscou atacará a Chechênia se necessário, o primeiro-ministro designado da Rússia, Vladimir Putin, anunciou ontem o início de uma ofensiva em grande escala contra os rebeldes islâmicos no sudoeste da república russa do Daguestão. ‘‘O ataque começou’’, enfatizou.
O comandante das tropas do Ministério do Interior, Vyacheslav Ovchinnikov, adiantou à agência russa Interfax que a primeira fase da operação de expulsão dos rebeldes havia terminado em Tsumadin - de onde foram expelidos - e a nova etapa começaria no distrito de Botlikh neste domingo. Ontem, as posições russas foram de fato notavelmente reforçadas no território. Chegaram ao Daguestão ontem cinco aviões de carga, com soldados, equipamento bélico e medicamentos, mas não havia ainda uma avaliação clara da dimensão da operação.
As posições dos rebeldes foram ontem novamente alvo de bombardeios da aviação russa, apoiada por artilharia pesada. Nos últimos seis dias, a Força Aérea desencadeou mais de 200 incursões contra os guerrilheiros, majoritariamente da seita islâmica wahabita, sem conseguir desalojá-los de seus redutos nas montanhas. Eles invadiram o território daguestanês há uma semana, através da vizinha república separatista da Chechênia. Na terça-feira, proclamaram um Estado islâmico e anunciaram uma guerra santa contra os ‘‘infiéis’’. O governo russo informou que eles ainda ocupam 7 das 32 aldeias do distrito de Botlikh e estão ‘‘totalmente cercados’’.

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