France Presse
De Grozny

Incentivados por seus êxitos no campo de batalha, e apesar das críticas européias, os militares russos continuavam ontem seus ataques contra a Chechênia, em especial nos territórios situados a sudoeste de Grozny.
O exército bombardeou Grozny de novo e concentrava sua ofensiva ao redor do reduto de Urus-Martan (sul da capital chechena), depois de uma semana marcada por uma série de conquistas na república separatista.
No plano político, Moscou mantém uma linha dura em relação à Chechênia. O ministro russo das relações exteriores, Igor Ivanov, afirmou que a Rússia não tinha cedido na cúpula da OSCE de Istambul, e recusou ‘‘uma mediação política para o problema’’.
Grozny e sua periferia foram bombardeadas com canhões e lança-foguetes múltiplos, e também com aviões, segundo o correspondente da AFP.
A capital chechena está 80% cercada, segundo o estado-maior russo, citado pela Interfax.
As tropas russas se prepararam ontem para tomar sem combates duas novas localidades a oeste da Chechênia, Katyr-Yurt e Valerik, indicaram à AFP fontes militares na região.
Estas duas localidades estão próximas de Urus-Martan, considerado como um reduto dos wahhabitas (fundamentalistas islamitas) e de grupos criminosos.
Por sua vez, o porta-voz da presidência chechena, Said-Selim Abdulmuslimov, anunciou uma contra-ofensiva dos combatentes separatistas perto de Argun.
O avanço das tropas russas sempre acontece da mesma maneira: disparos de artilharia e bombardeios aéreos, conversações com os representantes da população, partida dos combatentes chechenos e finalmente a tomada do vilarejo ou cidade sem combates.
Desta maneira, caiu esta quinta-feira Atchkoi-Martan (sudoeste de Grozny), na quarta-feira Bamut, símbolo da resistência chechena durante a guerra de 1994-1996 e na terça-feira Novi-Charoi.
Há uma semana os russos conquistaram Gudermes (leste), a segunda cidade da Chechênia, e hoje controlam quase a metade da república rebelde.
O chefe adjunto do estado-maior do ministério russo da defesa, general Valeri Manilov, mostrou-se satisfeito com esses avanços, declarando que a operação das forças russas ‘‘é realizada se observando o maior respeito pelos planos’’.
As forças russas entraram na Chechênia no dia primeiro de outubro, oficialmente para liquidar os ‘‘terroristas’’ que consideram responsáveis por uma série de atentados na Rússia, que deixaram um trágico saldo de 293 mortos em agosto e setembro.Grozny e sua periferia foram bombardeadas com canhões e lança-foguetes e aviões; comando russo diz que 80% da capital está cercada
France PresseLINHA DURASoldados em ação; Rússia diz que não cedeu à cúpula de Istambul e recusou ‘‘mediação política para o problema’’

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