Rússia garante que Síria não usará armas químicas
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Folhapress 
São Paulo - O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Gennady Gatilov, disse ontem ter garantias de que o regime de Bashar Al Assad não usará armas químicas nos confrontos com grupos rebeldes. A suspeita foi levantada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em julho, com o aumento da intensidade nos combates.
Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o representante russo disse que Moscou e o governo sírio estão trabalhando para assegurar que o arsenal não seja usado contra terroristas. Ele também considerou que o país concorda completamente com os Estados Unidos na necessidade de prever o uso das armas de destruição em massa por ambos lados do conflito.
Na última segunda, o presidente Barack Obama disse que os EUA mudarão sua posição em relação à Siria caso armas químicas ou biológicas sejam utilizadas nos confrontos. A declaração foi interpretada como uma insinuação a uma intervenção militar.
''Temos deixado muito claro que para nós há algo decisivo (para uma mudança de posição), que é vermos as armas químicas caírem nas mãos de pessoas erradas'', disse Obama. ''Isso mudaria significativamente minha avaliação da situação síria''.
No dia seguinte, o vice-primeiro-ministro da Síria, Kadri Dzhamil, afirmou que Obama usa tom eleitoreiro ao comentar a crise e que o Ocidente busca desculpas para invadir a Síria. ''No que se refere às declarações de Obama, são umas ameaças provocadoras e propagandistas. Uma intervenção militar direta na Síria é impossível porque quem pensa sobre isso está caminhando para um confronto maior que as fronteiras do país'', disse.
Ontem as forças do governo e da oposição continuaram a se enfrentar no país. Ativistas rebeldes informam que pelo menos 70 pessoas morreram em enfrentamentos especialmente na capital Damasco, em que intensos bombardeios são feitos a bairros com maioria de insurgentes.


