Rússia faz exercícios militares na fronteira
São Paulo - A Rússia iniciou ontem novos exercícios militares em várias regiões da fronteira com a Ucrânia. As manobras, que envolveram 8,5 mil militares, aconteceram três dias antes da realização do referendo na Crimeia que decidirá sobre a união da região aos russos.
"O principal objetivo destas medidas é verificar a capacidade das tropas de realizar os exercícios de combate em locais desconhecidos", disse o Ministério da Defesa russo. Em reação, o Parlamento da Ucrânia aprovou ontem a criação de uma Guarda Nacional de 60 mil voluntários para enfrentar as ameaças expansionistas da Rússia.
Líderes ocidentais acusam Moscou de ocupar a península da Crimeia, uma república autônoma, com maioria étnica russa e governo favorável à unificação com a Rússia.
O presidente interino da Ucrânia disse que forças russas estão "prontas para invadir", mas ele acredita que os esforços internacionais podem acabar com o que chamou de "agressão" da Rússia e evitar risco de guerra.
Em discurso no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o premiê ucraniano interino, Arseni Yatseniuk, falou em "agressão militar sem motivos".
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, descartou a opção militar como reação à crise, mas advertiu Moscou que, se não houver mudanças em sua atitude, "haverá grande dano político e econômico à Rússia".
O secretário de Estado americano, John Kerry, também alertou que, se a Rússia anexar a Crimeia após o referendo, a UE e os EUA responderão com medidas "muito sérias" já na segunda-feira.





