France Presse
De Moscou
A aviação russa realizou um número recorde de bombardeios sobre a Chechênia e sua capital Grozny, na noite de sexta-feira para sábado, matando pelo menos 200 combatentes chechenos, segundo o Estado-Maior russo no Norte do Cáucaso. A notícia foi divulgada pela Agência Interfax.
O Estado-Maior informou que seus aviões SU-24 e SU-25, aproveitando as condições metereológicas favoráveis, realizaram cerca de 120 missões e os helicópteros MI-24, outras 60, bombardeando as cidades de Bamut, Samashki (Oeste da Chechênia), Argun (ao Sul de Grozny) e ainda a capital chechena.
Nestes bombardeios, morreram pelo menos 200 combatentes, enquanto que 30 veículos, três centrais de comunicações e dois quartéis chechenos ficaram destruídos, segundo a mesma fonte russa.
Estas informações não puderam ser verificadas por nenhuma fonte independente.
Na sexta-feira, a aviação russa começou a atacar Grozny com uma intensidade pouco usual, como pôde constatar o jornalista da AFP no local. Os bombardeios mataram 25 pessoas, segundo um representante checheno.
O Primeiro-Ministro russo, Vladimir Putin, disse ontem, numa conversa por telefone com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que a operação na Chechênia estava destinada a restabelecer a paz no Norte do Cáucaso.
‘‘Estamos dispostos a uma solução política do problema, mas não com aqueles que se fotografaram junto aos cadáveres de nossos cidadãos’’, explicou Putin na conversação, que durou vinte minutos e que foi comunicada por seu porta-voz, Mijail Kojujov.
Segundo Kojujov, Kofi Annan falou de sua preocupação com o sofrimento da população civil, devido aos bombardeios do exército russo, que entrou no território da república independentista no dia 1º de outubro.
‘‘Compreendemos os problemas humanitários das pessoas desabrigadas que Moscou considera como cidadãos russos’’, respondeu Putin. ‘‘O governo considera que é seu dever ajudar. Contam com nossa ajuda e a terão’’, afirmou o chefe de governo russo.
200 mil refugiados vivem em condições muito difíceis nas repúblicas vizinhas da Chechênia, por causa da operação russa.

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