Rússia e França pedem moderação
France Presse/INAMediaçãoO vice-ministro do Exterior russo Viktor Posuvalyuk (c) entregou uma carta de Boris Yeltsin a Saddam Hussein ontemOs EUA e a Grã-Bretanha mantêm uma ampla presença militar no Golfo, incluindo três porta-aviões, e têm ameaçado usar a força para que Saddam Hussein deixe de obstruir as inspeções de seus arsenais de destruição em massa.
Há um ditador disposto a abusar de seu poder e a lançar uma guerra contra seus vizinhos, afirmou ontem o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. Se ele não for parado - e parado logo -, as consequências serão ruins para o mundo todo a longo prazo.
O presidente americano, Bill Clinton, também falou duro. Falo por republicanos e democratas quando digo a Saddam: você não pode desafiar a vontade do mundo, disse ele no discurso sobre o Estado da União, anteontem .
No entanto, a Rússia e a França reiteraram ontem sua oposição ao uso da força, assinalando que isso não resolveria a crise.
Em Bagdá, o vice-ministro do Exterior russo Viktor Posuvalyuk encontrou-se ontem com Saddam, depois de ter-se reunido na terça-feira com o vice-primeiro-ministro iraquiano, Tareq Aziz.
A Agência de Notícias Iraquiana divulgou que Posuvalyuk entregou ao líder do Iraque uma carta do presidente Boris Yeltsin sobre, o que a INA chamou de, a crise fabricada pelos Estados Unidos e a Comissão Especial (da ONU).
Segundo a INA, foram trocadas idéias durante o encontro e Saddam expressou seu apreço pelos esforços de mediação da Rússia.





