Em um regresso aos primeiros anos da Guerra Fria, China e Rússia uniram-se nesta terça-feira para condenar o que eles consideram uma tentativa de os Estados Unidos dominarem a ordem mundial e prometeram continuar juntos em desafio à potência norte-americana.
O presidente russo Vladimir Putin e seu colega chinês Jiang Zemin exibiram sua crescente parceria durante uma cúpula de um dia em Pequim, capital chinesa.
Entre os cinco documentos assinados por eles e seus assessores em uma cerimônia pública, dois tinham como alvo os Estados Unidos, selecionando a proposta de um sistema de defesa nacional antimísseis.
Zemin e Putin advertiram os EUA sobre as ‘‘graves’’ consequências se insistirem com o plano de construção do escudo antimísseis. ‘‘O plano dos EUA de desenvolver um Sistema Nacional de Defesa Antimísseis (NMD, pelas siglas em inglês) busca a obtenção de vantagens militares e de segurança unilaterais’’, disseram os líderes em declaração conjunta.
‘‘A aplicação desse plano terá a mais grave consequência adversa não somente para a segurança nacional de Rússia, China e outros países, mas também para a segurança e estabilidade estratégica internacionais dos próprios Estados Unidos.’’
Para China e Rússia, um escudo antimísseis poderia levar a uma nova corrida armamentista, segundo a declaração, que encerrou o encontro entre os líderes dos dois países vizinhos, aproximados pela suspeita mútua sobre as intenções norte-americanas.
O governo norte-coreano, um dia antes da visita de Putin à Coréia do Norte – a primeira de um líder russo a este país comunista –, também criticou o projeto norte-americano de defesa antimísseis.
A agência oficial norte-coreana KCNA qualificou o temor manifestado pelos EUA sobre um possível ataque da Coréia do Norte como pretexto para a construção do míssil como uma ‘‘mentira absoluta’’.

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