Rússia diz controlar parte de Grozny
France Presse
De Chiri-Yurt
Forças russas voltaram a bombardear ontem os subúrbios da capital chechena de Grozny e anunciaram ter entrado na cidade, capturando o aeroporto e um bairro periférico. Repórteres da Associated Press presenciaram ontem vários ataques de artilharia nos arredores da cidade, mas não houve sinais de ataques aéreos russos contra a cidade. Uma forte neblina envolvia a arruinada capital, onde cerca de 40 mil civis continuam encurralados.
O tenente-coronel Vladimir Bulgakov disse à agência Itar-Tass que tropas russas avançaram até a região de Khankala na região leste de Grozny e capturaram o devastado aeroporto da cidade. Mas forças chechenas anunciaram ainda estar combatendo na área e não houve confirmação independente da situação. Mesmo se os russos assumiram o controle do aeroporto, combates em seus arredores tornam perigosa demais a sua utilização. E também não seria uma grande perda para os chechenos, que não dispõem de aviões de combate.
Forças russas continuaram ontem com sua ofensiva em cidades e vilas ao sul e leste da capital, bombardeando diversos acampamentos. Mas os ataques contra Grozny pareciam ter sido mais brandos que os de semanas anteriores.
Os militares russos suspenderam os ataques aéreos contra a cidade no fim de semana e retiraram ameaças de dar início a intensos bombardeios depois de prostestos internacionais. Os russos, que haviam dito a civis para deixarem a cidade até sábado ou se arriscarem a morrer, abriram dois corredores para refugiados partirem da cidade, mas poucas pessoas parecem estar usando eles.
O emir Addul Vakhid, um assessor do líder guerrilheiro checheno Shamil Basayev, disse que tropas russas estavam bombardeando duramente uma rodovia que leva ao posto de checagem de refugiados ao norte. Depois de protestos internacionais, comandantes russos afirmaram que eles utilizariam forças especiais para tomar a cidade. A ofensiva até Khankala poderia ser o primeiro passo da nova estratégia, mas os militares podem novamente recorrer a bombardeios intensos se suas tropas sofrerem fortes baixas.
Em Moscou, Nikolai Koshman, o comandante das fileiras russas na Chechênia, garantiu que a capital rebelde será capturada em uma semana ou dez dias.





