Os ataques anglo-americanos contra o Iraque tiveram o objetivo de ajudar generais iraquianos a derrubar o regime de Saddam Hussein, de acordo com um plano preparado há tempo com a participação de membros da Unscom (Missão da ONU para o desarmamento do Iraque), afirmaram ontem fontes dos serviços secretos russos.
Segundo fontes citadas pela agência Interfax, o complô foi descoberto por Saddam Hussein e os ataques de dezembro não conseguiram seu objetivo.
Segundo um plano muito preciso, generais contrários ao presidente iraquiano deveriam em princípio realizar ações contra Saddam Hussein.
Depois, seriam apoiados por diferentes grupos armados anti-Saddam, espalhados pelo país e posteriormente pelos curdos do Norte do Iraque, para culminar na formação de uma corporação armada de mais de 20 mil pessoas contrárias ao regime de Saddam Hussein.
Somente depois de começarem uma grande rebelião, se iniciariam os ataques anglo-americanos, segundo as fontes. Entretanto, Saddam Hussein tomou conhecimento do complô e afastou os generais implicados, segundo as informações.
Situação humanitária O Conselho de Segurança da ONU iniciou ontem novas discussões sobre a situação humanitária no Iraque, sob a aura de uma proposta francesa de levantar o embargo econômico ao país árabe e de renovar a Comissão Especial de Desarmamento.
De acordo com o relatório sobre a situação humanitária do Iraque, pelo menos 25% da população infantil do país apresenta algum sintoma de desnutrição.
Países árabes Os ministros de Assuntos Exteriores de Egito, Iêmen, Omã, Arábia Saudita e Síria realizaram, na noite de quarta-feira, no Cairo, uma segunda reunião conjunta para analisar a crise entre a comunidade internacional e o Iraque. A imprensa oficial egípcia informou ontem que, com vistas à reunião de ministros de Assuntos Exteriores da Liga Árabe, prevista para o próximo dia 24 de janeiro, também na cidade do Cairo, os cinco países tentaram chegar a um consenso sobre que linha política deveriam adotar com relação à crise iraquiana.

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