Num claro abrandamento da dura oposição russa à política Ocidental para pôr fim ao conflito de Kosovo, o ex-primeiro-ministro russo Viktor Chernomirdin, novo representante do Kremlin na questão iugoslava, deu boas-vindas ao plano de paz apresentado pela Alemanha. ‘‘Nós temos de apoiar um caminho pacífico para esta crise e o que os alemães estão propondo merece atenção’’, disse Chernomirdin.
A proposta alemã prevê, como novidades, uma suspensão de 24 horas dos bombardeios da Otan logo após o cessar-fogo - entre soldados sérvios e guerrilheiros do Exército de Libertação de Kosovo (ELK) - e o início da retirada das tropas iugoslavas de Kosovo e também estabelece a criação de uma administração internacional provisória para a província (protetorado).
Os demais itens são os mesmos contidos no acordo de Rambouillet (firmado pelos albaneses étnicos) - regresso com segurança dos 650 mil refugiados e desembarque de uma força internacional na província sérvia.
Em Belgrado, a proposta alemã foi classificada de ‘‘ridícula’’ pelo vice-primeiro-ministro iugoslavo, Vuk Draskovic. ‘‘Segundo esse esquema, todas as nossas tropas deverão retirar-se de Kosovo para que cessem os bombardeios, enquanto as forças terroristas (rebeldes albaneses do ELK) permanecem na província sérvia com a ridícula obrigação de interromper a luta e conservar suas posições’’, comentou Draskovic. ‘‘Quem garante que eles (os rebeldes) deixarão de lutar, quem garante que permanecerão em suas posições se nossos Exércitos sairem dali?’’, perguntou o dirigente iugoslavo, que classificou a proposta de ‘‘inaceitável’’.

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