Rússia critica uso da força militar
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quinta-feira, 26 de abril de 2012
Folhapress 
São Paulo - A Rússia declarou ontem que considera ''contraproducente'' o uso de força militar na Síria. A declaração foi feita após a França pedir na quarta-feira a presença de tropas de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) e a oposição do país árabe cobrar uma reunião de emergência à organização. ''Considero que é um enfoque contraproducente'', afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores, Mikhail Bogdanov, citado por agências de notícias do país.
Mais cedo, a chancelaria russa acusou os rebeldes de usarem ''táticas terroristas'' na Síria e afirmou que os opositores devem pedir mais desculpas pela violação do cessar-fogo que o regime do ditador Bashar al Assad. ''Nós pedimos que o regime sírio assuma suas obrigações (na quebra da trégua). No entanto, temos um outro lado na Síria, grupos de oposição que usaram táticas de terror em escala regional'', afirmou o porta-voz do governo russo, Alexander Lukashevich.
O representante também acusou governos estrangeiros de armar os rebeldes. ''Alguns governos ocidentais, e não só ocidentais, estão ajudando a oposição síria com armas e financiamento, fazendo com que a solução política dessa situação seja mais difícil.''
Damasco culpou ontem um ''grupo terrorista'' pelos ataques de quarta-feira em um bairro dominado pela oposição em Hama, no Centro da Síria, onde 16 pessoas morreram nos números do governo, mas a oposição contabiliza 70 mortes.
A agência de notícias oficial Sana revelou que uma bomba explodiu em uma casa usada por um grupo terrorista para fabricar explosivos no bairro de Mashaa al Tayar.
Além das vítimas, entre as quais havia crianças e mulheres, a Sana destacou ao menos 12 feridos na explosão que causou danos materiais em seis prédios contíguos.
Esta versão difere da contada pelos grupos opositores, que sustentam que as forças do regime bombardearam esse bairro, habitado em sua maioria por famílias procedentes da cidade de Homs que foram deslocadas pela repressão do regime contra essa localidade.
Enquanto os opositores Comitês de Coordenação Local falam em 70 mortos - entre eles, 16 crianças -, a Rede Síria de Direitos Humanos apontou que as vítimas foram 68. Já a Comissão Geral da Revolução Síria calculou em 71 os mortos.


