France Presse
De Moscou
A Rússia continuava atacando neste sábado os combatentes independentistas que recuaram para o sul da Chechênia, enquanto rechaçava energicamente as novas críticas dos Estados Unidos, depois das denúncias de violações dos direitos humanos.
De madrugada houve confrontos esporádicos perto da lacalidade de Duba Iurt, que controla a entrada do desfiladeiro de Argún, constatou um correspondente da AFP no local. Sete mil combatentes rebeldes se reagruparam nesse vale e no desfiladeiro de Vedeno após a tomada de Grozny, segundo os russos.
O ministro do interior russo, Vladimir Ruchailo, informou ontem que os chechenos haviam derrubado na véspera um helicóptero russo, causando 15 mortos.
Depois de terem prometido, após a tomada de Grozny no início do mês, uma retirada parcial de suas tropas, os russos anunciaram ontem que os efetivos militares e policiais enviados à Chechênia, 93 mil homens, vão permanecer.
Na frente diplomática, o presidente americano Bill Clinton exortou ontem Moscou a buscar uma solução política ao conflito, ao mesmo tempo que maninfestou sua preocupação com a situação humanitária na Chechênia.
Rússia já reagiu com veemência a declarações do departamento de Estado a respeito de atrocidades cometidas pelos soldados russos. ‘‘Insistir no tema do sofrimento dos chechenos não parece muito adequado por parte daqueles que lançaram milhares de toneladas de bombas contra os habitantes da Iugoslávia, que continuam os bombardeios de crianças, mulheres e idosos inocentes no Iraque’’, afirmou o ministério do interior.

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