Rússia anuncia fim da operação na Tchetchênia
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Folhapress 
São Paulo - A Rússia anunciou ontem o fim de sua operação de contraterrorismo na Tchetchênia. Iniciada em 1999, no início da segunda guerra separatista travada na região de maioria muçulmana nos últimos 15 anos, a ação russa impunha toques de recolher, restrições a voos civis e ao trabalho de jornalistas, entre outras medidas repressoras.
A ordem do presidente Dmitri Medvedev abre caminho para a retirada de cerca de 20 mil homens do Exército posicionados na república-membro da Federação Russa, situada no sudoeste do país. Moscou não divulga oficialmente o total de seu contingente na Tchetchênia, mas analistas trabalham com a cifra de 40 mil militares.
Na praça central da capital tchetchena, Grozni -cidade descrita pela ONU como ''a mais destruída do mundo'' em 2004, mas que desde então passa por um processo de reconstrução-, as pessoas ontem celebravam com bandeiras da Rússia e da Tchetchênia.
Entre os que festejavam dançando estava Ramzan Kadyrov, o presidente tchetcheno. Ex-ativista pela separação e atualmente respaldado pelo Kremlin, é ele quem mais deverá lucrar com o fim da operação russa de contraterrorismo.
''É uma vitória sobre o mal, que combatemos nos últimos 15 anos'', declarou ele. ''Uma pacífica e próspera república tchetchena na família unida dos povos da Rússia é o nosso rumo estratégico no futuro.''
Kadyrov disse que o aeroporto de Grozni logo será aberto para voos e comércio internacionais -o que, segundo ele, ajudará a atrair investimentos de países árabes e europeus.
O crédito por atrair investimento russo para reconstrução de Grozni e por controlar a militância separatista -cooptando antigos ativistas a ingressarem suas temidas equipes de segurança- fez crescer a popularidade do tchetcheno.


