Rússia amplia prazo em Grozny
Associated Press
De Moscou
Sob intensa pressão dos Estados Unidos e da União Européia (UE), a Rússia decidiu ontem abrandar o ultimato que venceria hoje dado aos habitantes de Grozny, capital da Chechênia, para que se retirem da cidade se não quiserem ser considerados terroristas pelas tropas federais.
Não há prazo, assegurou o ministro da Defesa Civil russo, Serguei Shoigu. O corredor especial continuará aberto para quem quiser deixar a cidade. Ele acusou os rebeldes muçulmanos de impedir a saída dos civis e instou o presidente checheno, Aslan Maskhadov, a colaborar com as tropas federais na tarefa de retirada segura dos moradores da cidade. Grozny está cercada por tropas russas que continuam despejando sobre ela centenas de mísseis.
Os militares russos acusaram os rebeldes de dinamitar instalações petroquímicas na região com o propósito de acusar Moscou de usar armas químicas no conflito. Ontem, a atmosfera de alguns bairros estava impregnada de amônia.
A capital não será destruída se os terroristas depuserem suas armas, disse o ministro do Interior russo, Vladmir Rushaio, que visita Estrasburgo, França. Ele confirmou que a população de Grozny, estimada hoje em 45.000 pessoas (na maioria idosos, mulheres e crianças) poderá deixar a cidade em segurança.
Rushaio disse isso após a divulgação de um comunidado dos chanceleres da UE, reunidos em Helsinque, pedindo a imediata suspensão das operações militares na região. A UE está ameaçando Moscou com sanções econômicas.
Boris Yeltsin, que regressou de uma visita oficial à China, reiterou sua política: Cabe apenas à Rússia decidir o destino da Chechênia.





