Os integrantes da ‘‘Missão Centenário’’, que leva o primeiro astronauta brasileiro ao espaço, chegaram à ISS (sigla em
inglês para Estação Espacial Internacional) no último sábado. O tenente-coronel Marcos Pontes e outros dois astronautas partiram às 23h29 da última quarta-feira (horário de Brasília) na nave russa Soyuz
TMA-8, que foi lançada da base de Baikonur, no Cazaquistão. Os três astronautas ficaram imóveis dentro do veículo espacial durante dois dias, quatro horas e 13 minutos – a nave possui espaço para três cadeiras e não permite que eles se levantem. Antes de embarcar na Soyuz, o que aconteceu três horas antes do lançamento, a tripulação fez lavagem no intestino e na bexiga, para não sentir vontade de ir ao banheiro até chegar à ISS.
  Para o brasileiro, a missão vai durar dez dias – oito deles dentro da ISS, onde ele vai realizar oito experimentos científicos. Já o russo Pavel Vinogradov e o norte-americano Jeffrey Williams, que também participam da ‘‘Centenário’’, ficarão na ISS por pelo menos seis meses. Pontes voltará à Terra em companhia do russo Valeri Tokariov e do americano William McArthur, os atuais tripulantes da ISS.

A expedição foi batizada de Centenário pelo governo brasileiro em homenagem ao aviador e inventor Alberto Santos Dumont. O astronauta Marcos César Pontes leva uma réplica do chapéu do inventor para a ISS.

Astronauta é a palavra que designa os homens que pilotam uma espaçonave, ou são passageiros nela, desenvolvendo atividades no espaço exterior, ou seja, acima de 100 km de altitude. O termo ficou consagrado durante a corrida espacial pela conquista da Lua, na década de 1960, entre EUA e URSS. Na URSS, e hoje na Rússia, o termo usado é cosmonauta. Na China o termo usado é taikonauta.

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