O piloto do Airbus 300 da American Airlines que caiu na segunda-feira em Nova York perdeu o controle do aparelho após dois ruídos surdos na cabine de comando do avião, segundo as primeiras informações obtidas com as caixas-pretas. De acordo com George Black, que dirige a investigação realizada pelo Bureau Nacional de Segurança para os Transportes (NTSB), um exame preliminar das turbinas do Airbus também revelou que os motores ''não sofreram avarias internas''.
O Airbus da American Airlines caiu no bairro do Queens, em Nova York, minutos após decolar do Aeroporto John F. Kennedy rumo a Santo Domingo, na República Dominicana. O acidente matou as 255 pessoas a bordo e pelo menos outras cinco pessoas em terra.
A gravação das comunicações, que estava na primeira caixa-preta encontrada na segunda-feira, revela ''ruídos surdos na cabine de comando'' do avião, aproximadamente um minuto e meio após a decolagem, declarou Black durante uma entrevista coletiva em Nova York. O funcionário não opinou sobre a origem dos ruídos, que ocorreram em um intervalo de 14 segundos. Imediatamente após os ruídos, o co-piloto pediu ''potência máxima'', o que sugere que o avião perdia velocidade. Segundo Black, os dois pilotos ainda fizeram ''comentários indicando a perda de controle'' do avião antes do final da gravação.
Black revelou ainda que a gravação na cabine de comando durou ao todo dois minutos e 24 segundos, desde a decolagem do Airbus até momentos antes da queda do avião.
A gravação mostra que a decolagem do Airbus foi normal, com os pilotos controlando o avião sem problemas, antes dos ruídos na cabine e da queda quase vertical do aparelho sobre o bairro do Queens.
Finalmente, Black descartou a hipótese de que uma ave tenha entrado na turbina. ''Não há qualquer indicação de um objeto de origem externa'' nas turbinas.

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