As autoridades de Kigali insinuaram que a Anistia Internacional é cúmplice da rebelião ruandesa, informou ontem a Agência Ruandesa de Informação (ARI, privada), depois da publicação de um comunicado da organização denunciando a situação dos Direitos Humanos em Ruanda.
‘‘Esta organização se dedica continuamente a minar a legitimidade de nosso governo, fazendo um paralelo com os genocidas que combatemos’’, declarou terça-feira Emmanuel Gasan, conselheiro político do vice-presidente ruandês, major Paul Kagame.
‘‘Este novo informe não nos surpreende e questionamos se (a Anistia) não está de acordo com esses criminosos’’, acrescentou.
Em um comunicado publicado na noite de terça-feira, o ministério ruandês das Relações Exteriores denunciou o fato de que a Anistia Internacional ‘‘ao invés de condenar os atos e a ideolgia dos que continuam cometendo genocídio, prefere atacar o governo da União Nacional, colocando na mesma balança os ‘infiltrados’ genocidas e desacreditando-o dentro da comunidade internacional’’.
Em comunicado emitido terça-feira, a Anistia pediu à comunidade internacional que freie qualquer venda de armas a Ruanda, onde denunciou matanças e desaparecimentos de civis.

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