Rodada de Doha é cenário do duelo Brasil-União Européia
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terça-feira, 13 de dezembro de 2005
France Presse 
Hong Kong - Brasil e União Européia, dois dos principais negociadores da Rodada de Doha para liberalizar o comércio mundial, duelam a partir desta terça-feira na conferência ministerial de Hong Kong, que tem grandes chances de terminar em fracasso devido à inflexibilidade das propostas.
Tanto o comissário de Comércio da União Européia, Peter Mandelson, como o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, deixaram claro que não mudarão suas propostas caso o outro não mostre flexibilidade.
Com a probabilidade real de fracasso nas negociações, os seis principais atores - Estados Unidos, União Européia, Brasil, Índia, Japão e Pascal Lamy, diretor-geral da OMC - vão se reunir em separado durante a reunião quando acreditarem ser necessário, informou o ministro de Agricultura do Japão, Shoichi Nakagawa.
Tanto os países emergentes do G20 como os Estados Unidos vêem a União Européia como a grande vilã do embate, ao se negar a melhorar a oferta de redução de tarifas entre 35% e 60%, numa média de 45%.
Amorim, Mandelson e o representante de Comércio dos Estados Unidos, Rob Portman, usaram a imprensa nesta segunda-feira para transmitir suas posições.
Mandelson foi o primeiro a dar as caras para assegurar que a UE ''não fará qualquer nova oferta'', enquanto que Amorim advertiu que, ''a menos que a UE melhore'' a proposta sobre bens agrícolas, não acreditar que a Rodada de Doha vai se concluir.


