O presidente de Zimbábue, Robert Mugabe, marcou a data das eleições legislativas para os dias 24 e 25 de junho próximo, informou ontem uma fonte governamental. O governo zimbabuano havia adiado as eleições várias vezes. Entretanto, a campanha eleitoral começou em fevereiro passado e desde então pelo menos vinte pessoas morreram em atos de violência política e em episódios vinculados com a ocupação de fazendas de brancos por ex-combatentes da guerra da independência.
As eleições legislativas devem ser realizadas em um prazo de quatro meses depois da dissolução do Parlamento, que ocorreu no dia 11 de abril passado.
O secretário-geral da Commonwealth (Comunidade econômica britânica), Don McKinnon, disse ontem, ao chegar ao Zimbábue, que vai transmitir ao governo a preocupação da organização com a situação do país. McKinnon chegou poucas horas depois do anúncio da quarta morte de fazendeiros brancos. John Weeks, ferido na quinta-feira durante um tiroteio com desconhecidos que haviam invadido suas terras, morreu no domingo à noite.
O emissário da Commonwealth descartou a adoção de sanções contra o Zimbábue e insistiu na diplomacia.
McKinnon disse que dá muita importância as conversas com o presidente do Zimbábue. ‘‘Estou certo de que o presidente (Mugabe) vai expressar suas preocupações e eu transmitirei a ele a preocupação da Commonwealth com o desenrolar dos acontecimentos dos últimos meses’’.
Don McKinnon fica no Zimbábue até hoje. Um grupo de observadores da União Européia deve chegar hoje ao Zimbábue, para trabalhar na organização das eleições. A missão da UE vai conversar com o governo e coordenará seu trabalho com outras missões de observadores, vindos da África do Sul, dos Estados Unidos e da Commomwealth.

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