Rivalidade marcou o segundo turno eleitoral
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de maio de 2000
Agência Folha De Lima, Peru 
A votação de ontem do segundo turno da eleição presidencial no Peru foi marcada pelas rivalidades entre os simpatizantes do presidente Alberto Fujimori e do oposicionista Alejandro Toledo.
Simpatizantes de Toledo saíram às ruas da capital, Lima, para protestar contra as irregularidades no processo eleitoral.
Não vou votar hoje (ontem) para não me tornar um cúmplice da grande fraude que esse governo está realizando. É preciso que o mundo saiba que o Peru continua sob uma ditadura cruel, disse o universitário Fernando Salazar, que atendeu à convocação de boicote à votação feita por Toledo, apesar da multa de cerca de US$ 33 a quem não votar. O voto é obrigatório no país.
A desempregada Maria Jesús Vega compareceu à seção eleitoral onde deveria votar, mas anulou seu voto. Quando as urnas forem abertas, todos saberão que Alberto Fujimori não conta com o apoio popular. O número de votos nulos será enorme, afirmou, pouco depois de discutir com apoiadores do presidente.
A baderna não nos ajudará a construir a paz no Peru. Já sofremos demais com o terrorismo e agora passamos por mais essa tentativa de desestabilização. Fujimori não é um ditador, opinou o engenheiro José María Vega.
Votei em Toledo no primeiro turno, mas no segundo turno estou com Fujimori. Não aceito a posição de Toledo de pregar a violência. Já tivemos o bastante, afirmou o vendedor ambulante Carlos Edgard Martínez.


