Risco de acidente na queda da Mir é pequeno
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quinta-feira, 08 de março de 2001
Victoria Loguinova France Press De Moscou 
As autoridades do setor espacial russo, que dirigirão, ainda este mês, a operação de destruição da estação espacial Mir afirmam que os riscos do procedimento são mínimos, mas não que todo o perigo esteja completamente descartado. Os riscos são mínimos, menos de um por cento, mas não podemos excluir completamente todo o perigo, levando-se em conta que estamos diante de material técnico que pode sofrer avarias, declarou à AFP um dos encarregados da operação, Viktor Blagov.
A Mir pesa 137 toneladas e esta é a primeira vez que um aparelho desse tamanho vai ser retirado de órbita. Seus predecessores, Skylab (norte-americano) e Saliut-7 (russo), terminaram seus vôos caindo de maneira incontrolada, mas as quedas não provocaram acidentes.
Espera-se que cerca de 1.500 pedaços da estação, que no total pesarão aproximadamente 20 toneladas, caiam no sul do Pacífico, entre a Nova Zelândia e o Chile, em uma área de 200 km de largura por 6.000 km de comprimento, que já é chamada de cemitério de naves espaciais.
A queda da Mir será acompanhada com muita atenção em muitos países, entre eles o Japão, que teme que a Mir atravesse seu espaço aéreo durante a queda, e a Austrália, cujas autoridades prepararam planos de intervenção de urgência, no caso de a destruição da Mir não se desenvolver da maneira como está prevista.
A data precisa da operação será conhecida três dias antes, já que depende da densidade da atmosfera, que é difícil de prever.
Uma nave Progress acoplada à estação desde o final de janeiro dará a esta três impulsos mortais. Os dois primeiros corrigirão a órbita da Mir e o terceiro enviará a estação à Terra.
A queda não deve durar mais de meia hora.


