Ricardo Lagos quer o Chile como sócio pleno do Mercosul
Ansa
De Santiago
O candidato socialista às eleições presidenciais de dezembro no Chile, Ricardo Lagos, quer que o país seja membro pleno do Mercosul, e não apenas sócio preferencial. Lagos, da Coalizão dos Partidos da Democracia (CPD), oficial, reconhece que o processo é complexo porque seus aspectos são mais econômicos que políticos.
Ele disse ainda que o próximo século será marcado por uma política de blocos e o Chile não se inserirá no mundo senão por meio do bloco ao qual pertence, a América Latina. As eleições no Chile serão realizadas dia 12. As pesquisas prevêem que deve haver segundo turno, em 16 de janeiro, quando Lagos pode ter de enfrentar o direitista Joaquín Lavín.
Venezuela O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, reiterou ontem que a nova Constituição de seu país enfrenta uma campanha selvagem, comparada com o processo que culminou com o golpe de Estado contra o presidente chileno Salvador Allende, em 1973. Só que na Venezuela há algumas pequenas diferenças com aquele lamentável golpe e aquela campanha contra Allende: aqui, as Forças Armadas estão unidas e são bolivarianas.
O mandatário acrescentou que Allende, que chegou à presidência do Chile em 1970 e foi derrubado por uma junta militar encabeçada por Augusto Pinochet, foi vítima de uma campanha interna e externa que conseguiu desestabilizar aquele governo que começava.





