São Paulo - A revolta popular na Líbia contra o ditador Muammar Gaddafi completa seis meses ontem, no momento em que as forças rebeldes afirmam ter tomado o controle de cidades estratégicas, deixando a Trípoli cercada.
O início das manifestações pela saída de Gaddafi do poder tiveram início em fevereiro deste ano, quando, inspirados por protestos populares no Egito, centenas de líbios saíram às ruas de Benghazi, a segunda maior cidade do país. As manifestações se espalharam e, em resposta à violência contra civis, os ministros da Justiça, Mustafá Abdeljalil, e o do Interior, Abdel Fatah Younes, passaram para o lado dos rebeldes.
Os protestos viraram conflitos armados ainda em fevereiro e, no fim do mês, os rebeldes controlavam a região fronteirícia com o Egito, Ajdabiya, incluindo Tobruk e Bengazi. Estados Unidos, ONU e União Europeia passaram a aplicar sanções contra o regime de Gaddafi.
Em março, a França foi o primeiro país a reconhecer o Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão rebelde, como ''único representante da Líbia''. Desde então, outros 25 países tomaram a mesma atitude. No mesmo mês, o Conselho de Segurança autorizou o uso da força contra tropas de Gaddafi para proteger civis. As forças da Otan, aliança militar do Ocidente, passam à ofensiva contra forças leais ao ditador.
Ontem, as forças leais a Gaddafi dispararam um míssil Scud pela primeira vez na atual guerra. Um enviado do CNT à França afirmou que os conflitos entraram em fase decisiva e que uma vitória rebelde é possível até o fim do mês. Gaddafi também diz que está próximo da vitória.
O ditador líbio chegou ao poder em 1969 por meio de um golpe militar e, desde então, dirige o país sem Parlamento ou Constituição.

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