O Prêmio Nobel da Paz 2000, o presidente sul-coreano Kim Dae-Jung, 75 anos, reiterou em Oslo sua confiança na futura reunificação das duas Coréias, mas frisou que esse ‘‘sonho’’ ainda vai demorar para se concretizar.
Kim destacou que os coreanos do norte e do sul, separados há meio século, têm que aprender a conviver em paz antes de pensar em reunificação. ‘‘Não é hora de buscar a reunificação. É hora de buscar a paz’’, disse Kim em coletiva à imprensa no Instituto Nobel norueguês.
A Coréia do Sul e do Norte continuam oficialmente em estado de guerra, porque firmaram apenas um armistício em 1953, depois de um conflito de três anos. ‘‘Temos que avançar juntos para a convicência pacífica. Depois de viver nesse estado (de paz) durante 10, 20 anos, ou ainda mais. Quando as duas partes concordem em ser apenas uma; então, poderá haver reunificação’’, disse Kim. ‘‘Não acredito que isso aconteça durante meu mandato (que acaba em fevereiro de 2001), mas acredito verdadeiramente que a reunificação acontecerá algum dia’’, agregou Kim.
O presidente sul-coreano também reconheceu que era ‘‘difícil prever quando será assinado um tratado de paz permanente’’. Do seu ponto de vista, as autoridades Pyongyang têm que reiniciar conservações quadripartidárias. Além das duas Coréias, os Estados Unidos e a China também participam destas negociações.

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