Reunião sobre meta climática termina e acordo fica para 2010
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sábado, 19 de dezembro de 2009
Claudia Angelo eLuciana Coelho<br> Folhapress 
Copenhague, Dinamarca - A última reunião de ontem na qual Brasil, China, Estados Unidos, África do Sul e Índia discutiram as metas climáticas - ou a falta delas - terminou sem consenso. Segundo informou a delegação brasileira, o conteúdo do documento será feito com vistas a um possível acordo apenas em 2010.
Estados Unidos e China, os dois maiores emissores de gases de efeito estufa, são os criadores de entraves para o acordo climático entre os 193 países participantes da 15Conferência do Clima.
Os norte-americanos propuseram um fundo bilionário para ajudar os países pobres a lidar com a mudança climática, mas condicionou a contribuição a uma ''transparência'' dos países envolvidos e uma possível vigilância. Sobre isso, mais cedo, o presidente Lula disse que o fundo não podia ser usado como ''desculpa'' para intromissão nos países ajudados. A China também rechaçou um possível controle.
Ontem, antes da última reunião sobre as metas, o premiê chinês faltou aos dois encontros improvisados pelos Estados Unidos e enviou um emissário - a atitude enfureceu líderes europeus e Barack Obama.
No começo do dia, o presidente Lula, que há dois dias tentava mediar com o francês Nicolas Sarkozy uma saída do impasse, declarou-se ''frustrado'' em sessão plenária com líderes mundiais. Na plateia estavam Obama, Gordon Brown, Angela Merkel e outros. Lula fez também uma oferta de doação para um fundo global de combate à mudança climática.
Em discurso duro, feito de improviso e longamente aplaudido, Lula enumerou as ações do Brasil e disse que o País estaria disposto a contribuir para um fundo se isso salvar a conferência.
Já o americano Barack Obama, que tomou seu lugar no púlpito, criticou os países que não aceitam se submeter à verificação de suas ações - crítica velada à China. Os países desenvolvidos usam esse argumento para justificarem sua inação.


