Reunião não resolve crise na Ásia
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segunda-feira, 07 de janeiro de 2002
France Presse 
Katmandu - A Índia e o Paquistão mantiveram suas posições durante a reunião de cúpula da Associação da Ásia do Sul para a Cooperação Regional (SAARC), que terminou ontem em Katmandu, onde, apesar de alguns gestos simbólicos, não se pôs fim à tensão reinante entre esses dois países.
O presidente paquistanês Pervez Musharraf não se evadiu às iniciativas e declarações amistosas ao realizar alguns contatos informais com o primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vajpayee, à margem da conferência.
Vajpayee, por sua vez, enfatizou que não haverá qualquer diálogo significativo até que Islamabad dê fim aos ataques realizados em território indiano pelos militantes islamitas procedentes do Paquistão.
Por sua parte, o Paquistão anunciou que é favorável a uma mediação americana da crise, mas a Índia rejeitou essa iniciativa.
Musharraf insistiu ontem ter mantido uma reunião informal com o primeiro-ministro indiano Atal Behari Vajpayee à margem da cúpula, depois de ter apertado sua mão na véspera, diante das câmeras da televisão.
O chefe de Estado paquistanês também assinalou que era favorável ao envio de um emissário especial americano à região para pôr fim à crise entre seu país e a Índia, ao término da conferência da SAARC.
Vajpayee, por sua vez, indicou ter se limitado a trocar palavras de cortesia com Musharraf, e que não mantiveram conversações.
O presidente paquistanês negou-se a satisfazer o pedido da Índia, que exige a extradição dos extremistas radicados no Paquistão depois do ataque contra seu Parlamento, em dezembro passado. Esse ataque desencadeou a atual crise.


