Reunião em Denver termina com acordos em questões óbvias
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domingo, 22 de junho de 1997
Agência Estado Washington 
A exaustão que forçou o presidente da Rússia, Boris Yeltsin, a sair mais cedo do jantar oferecido pelo presidente Bill Clinton e a faltar a um show, anteontem à noite, sublinhou o risco que os líderes das sete maiores democracias capitalistas tomaram ao admitir o líder russo em seu clube - o fato marcante da Cúpula dos Oito, que terminou ontem.
O incidente com Yeltsin, que passou por uma operação de ponte de safena, sofreu uma pneumonia e perdeu 30 quilos no ano passado, acabou servindo como símbolo para a precariedade das instituições políticas e das reformas econômicas da Rússia, que, pelos cálculos de Clinton, dependem fortemente da presença do presidente russo para continuar.
Descontado o susto dado por Yeltsin, que na manhã de ontem cumpriu todos os compromissos de sua agenda, a Cúpula dos Oito terminou com acordos em questões óbvias, como planos de maior cooperação na luta contra o terrorismo, o tráfico de drogas e de armas, a corrupção financeira e a lavagem de dinheiro, e desacordos em temas mais complicados e na necessidade de preservação o estilo de vida e o alto grau de autonomia de Hong Kong, que reverterá ao controle da China na semana que vem.
Sem a presença de Yeltsin, que foi excluído da sessão sobre questões financeiras do encontro, os líderes fizeram várias recomendações de caráter econômico, a mais importante das quais foi dar instrução a seus ministros de finanças para que finalizem até setembro os termos de uma nova emissão de Direitos Especiais de Saque, a moeda do Fundo Monetário Internacional.
O comunicado final do encontro forneceu a melhor indicação da duvidosa utilidade do encontro. O documento, de 89 tópicos, é um novo recorde e ajuda a sublinhar o que os críticos já vêem há anos como o anacronismo do rebatizado Grupo dos Oito.


