São Paulo - Uma bomba explodiu ontem junto à embaixada iraniana na Zona Verde de Bagdá, onde foi aberta a cúpula de chefes de Estado árabes. Ainda não havia confirmação de danos e vítimas até o fechamento da edição.
A explosão ocorreu apesar das fortes medidas de segurança implementadas pelo governo iraquiano, que tem 100 mil membros das forças de segurança de prontidão em Bagdá, e que efetivamente bloqueou a cidade, interditando faixas de estradas, fechando o espaço aéreo e cortando as linhas de telefones celulares.
Estas medidas entraram em vigor para a primeira reunião árabe realizada no Iraque em 22 anos, que teve início no antigo Palácio Republicano em Bagdá.
Cúpula
Esta cúpula é a primeira após o início das revoltas que ficaram conhecidas como Primavera Árabe, que foi precisamente a causa do cancelamento da reunião no ano passado.
Vários chefes de Estado e representantes dos líderes árabes chegaram ontem a Bagdá. Entre eles se encontra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al Bashir, sobre o qual pendem duas ordens de detenção internacional por crimes contra a humanidade em Darfur, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
O presidente líbio, Mustafá Abdul Khalil, e o tunisiano, Moncef Marzouki, também estão na capital iraquiana, além do chefe do Parlamento argelino, Abdul Qader Bin Saleh, e do líder do Conselho de Estado de Omã, Mustafa Mahfuz. Apesar de ser o principal tema na agenda da cúpula, a Síria está ausente em Bagdá, já que sua participação na Liga Árabe foi suspensa em novembro.

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