O retorno da família Saboya à Itália, que, após 50 anos de proibição, foi autorizado pela Câmara dos Deputados italiana, ‘‘é um maravilhoso presente de Natal’’ para os herdeiros do trono da Itália, desterrados por colaboração com o fascismo. ‘‘Apesar disso ainda resta muito caminho para poder pisar em solo italiano’’, declarou um dos herdeiros da família Saboya, o príncipe Manuel Filiberto, entrevistado pela televisão italiana, depois da votação anteontem.
O príncipe, de 25 anos, vive um exílio dourado com seu pai, Victor Manuel de Saboya, de 60 anos, herdeiro direto do trono, e sua mãe Marina Doria, em uma luxuosa mansão em Vesenaz, à beira do lago de Genebra, na Suíça. O maior sonho do jovem príncipe da dinastia dos Saboya é poder passear pela Itália como um simples turista, visitar Veneza, Roma, que não conhece.
Seu pai, Victor Manuel, tinha 8 oito anos quando precisou fugir do País, em 1946, devido ao apoio da família a Benito Mussolini desde 1922. De Nova York, Victor Manuel enviou uma mensagem de agradecimento aos deputados italianos.

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