Retirada de Gaza deverá permitir expansão na Cisjordânia
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sábado, 21 de agosto de 2004
France Presse 
Jerusalém- A aplicação do plano israelense de separação unilateral dos palestinos vai reforçar a expansão das colônias judias na Cisjordânia, declararam ontem as autoridades israelenses à rádio pública. Estes dirigentes, que pediram anonimato, reagiram às revelações do New York Times, segundo o qual os EUA aceitam uma expansão ''na altura'' de certas colônias, mas são oficialmente contra estender colônias israelenses no território palestino. O plano de separação unilateral supõe que, antes de setembro de 2005, Israel se retire da Faixa de Gaza e desfaça 21 colônias que tem nesta região, assim como outras quatro isoladas no Norte da Cisjordânia.
Segundo uma autoridade americana, que também pediu anonimato, Washington quer seguir o Mapa da Paz, plano internacional que prevê o congelamento da colonização, mas a presidência americana decidiu esta semana aceitar um ''crescimento natural'' das colônias. O jornal também citou, sem identificar, uma autoridade israelense segundo a qual Israel e EUA estão de acordo que ''as colônias podem se expandir verticalmente em regiões já densamente construídas, mas não para fora''.
Um colaborador do primeiro-ministro Ariel Sharon limitou-se a dizer que ''no âmbito da administração há todo tipo de idéias''. Em um comunicado publicado no sábado, o deputado Yosi Sarid, dirigente do partido de esquerda laico Yahad, da oposição, acusou o governo israelense de ''ter retomado a construção em massa nas colônias aproveitando a campanha das eleições presidenciais nos EUA para pôr Washington em dificuldades''.
A intenção, segundo Sarid, seria forçar Bush a fazer concessões. Segundo a rádio israelense, o diretor do gabinete de Sharon, Dov Weisglas, vai se reunir no início de setembro em Washington com a conselheira da Casa Branca para a Segurança Nacional, Condoleezza Rice. Ambos estudarão as colônias ilegais erguidas desde que Sharon chegou ao poder em março de 2001, que Israel se comprometeu a desativar na aplicação do Mapa da Paz.


