Retaliação é a palavra entre Israel e a Jihad
PUBLICAÇÃO
sábado, 27 de dezembro de 2003
Ezzedin Said<br>France Presse 
Jerusalém Israel examina a possível resposta ao atentado suicida que causou quatro mortes na quinta-feira perto de Tel Aviv, enquanto a Jihad Islâmica prometeu vingar o assassinato de dois de seus dirigentes em um ataque israelense também no dia de Natal. As ameaças constituem o recomeço do ciclo de violência na região depois de uma breve tentativa de apaziguamento.
O ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, convocou as principais autoridades militares do país para avaliar as possíveis respostas ao ataque suicida, cometido contra um ponto de ônibus lotado na periferia de Tel Aviv.
Um alto representante da presidência do Conselho em Jerusalém criticou a Síria, destacando que a Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), que reivindicou a autoria do ataque, tem um escritório em Damasco. ''Os terroristas que cometem esses atentados são apoiados pela Síria, Irã e pelo Hezzbollah'', afirmam as autoridades israelenses.
Invasão Várias dezenas de jipes israelenses invadiram ontem o campo de refugiados palestinos de Balata, em Nablus (norte da Cisjordânia), onde foi imposto um toque de recolher, segundo fontes de segurança palestinas.
Os militares revistaram todas as casas em busca de ativistas de grupos radicais.
Fontes do exército confirmaram a operação em Balata.
A ação de ontem faz parte de uma série de operações do mesmo tipo iniciadas em Balata no dia 16 de dezembro.
De acordo com Israel, suas forças de segurança evitaram pelo menos 18 tentativas de atentados contra seu território a partir dessa região desde o atentado suicida de 4 de outubro perto de Haifa (norte de Israel), que causou 22 mortes.
Posição dos EUA O secretário de Estado americano, Colin Powell, advertiu Israel, de maneira implícita, contra qualquer tentativa de impor unilateralmente uma conciliação no Oriente Médio.


