O resultado apertado das eleições dos Estados Unidos poderá gerar uma série de conflitos políticos e de recursos judiciais em todo o país. Esta é a opinião de vários comentaristas de meios de comunicação dois dias depois do fechamento das urnas e quando muitas disputas continuavam em aberto: para presidente, faltam os resultados de três Estados: o decisivo da Flórida, com 25 votos eleitorais, o de Oregon, com 7
e o do Novo México, com 5; para o Senado, ainda falta uma cadeira; e para o Congresso, duas.
O jornal The New York Times, o principal do país, cita, entre os casos de estados onde os dois candidatos à Casa Branca estão cabeça a cabeça e que poderá ocorrer ainda problemas, Iowa, com 7 votos, e Winsconsin, com 11. Os dois estados são atribuídos ao candidato democrata Al Gore.
Poderá ocorrer problemas também no Estado do Missouri, onde o republicano George W. Bush teria vencido, e onde um juiz ordenou que as urnas ficassem abertas depois do horário oficial porque ainda havia filas nos locais de votação.
Até agora, os candidatos e seus partidos não levantaram a hipótese, pelo menos em público, de entrar com recursos judiciais. ‘‘Tudo deve ocorrer em respeito à Constituição e à lei’’ é a posição dos dois lados até agora.
Entretanto, há iniciativas legais na Flórida para que haja uma nova eleição, devido principalmente a um tipo de cédula que teria induzido os eleitores ao erro. Caso o juiz do condado de West Palm Beach aceite o caso, poderá estar abrindo uma nova caixa de Pandora.
A secretária da Justiça dos Estados Unidos, Janet Reno, anunciou ontem que estão sendo analisadas várias denúncias de irregularidades eleitorais na Flórida para determinar se foram cometidas violações aos direitos civis.
‘‘Vamos estudar caso por caso para ver se existem razões para concluir que houve violação dos direitos civis, mas devemos fazer isso equitativamente, prudentemente e sem emocionalismos’’, declarou.

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