São Paulo - O chanceler da França, Laurent Fabius, disse ontem que a Europa irá rever sua relação com a Suíça após a "preocupante" decisão popular de adotar cotas para imigrantes da União Europeia (UE).
"É uma votação preocupante, porque significa que a Suíça deseja se retrair", disse Fabius à rádio RTL. "Iremos (a UE) rever nossas relações com a Suíça", afirmou.
O eleitorado suíço aprovou por estreita margem no domingo uma proposta legislativa de um partido direitista para restringir a movimentação de pessoas de e para a UE.
A neutra Suíça não é parte do bloco europeu, mas há 12 anos adotou um pacote de acordos que previa a livre movimentação de pessoas, entre outras medidas.
"É uma má notícia tanto para a Europa quanto para os suíços, porque a Suíça será penalizada (economicamente) caso se retire", disse Fabius.

Reações
A Comissão Europeia (CE) lamentou a iniciativa aprovada em referendo na Suíça que restringe a imigração europeia para o mercado de trabalho suíço. A medida "vai contra o princípio de liberdade de movimento entre UE e Suíça", reagiu o executivo comunitário.
Os suíços decidiram voltar a limitar a entrada de cidadãos de países da União Europeia em seu mercado de trabalho mediante o estabelecimento de cotas anuais, começando em três anos.
Os resultados oficiais de todos os cantões suíços indicam que a proposta, denominada "Contra a imigração em massa", foi aceita com 50,3% de votos.
Proposta pelo partido de extrema direita União Democrática de Centro (UDC), o referendo também restabeleceu o princípio de preferência pelo trabalhador nacional frente ao estrangeiro, que estava abolido para todos os trabalhadores vindos de algum dos países da União Europeia. (Folhapress)

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