Restos mortais de irmã Lúcia são levados para Basílica de Fátima
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domingo, 19 de fevereiro de 2006
France Presse 
Lisboa- Milhares de fiéis assistiram ontem os ofícios religiosos no santuário de Fátima, centro de Portugal, por ocasião do traslado dos restos mortais de irmã Lúcia a última dos três pequenos pastores que presenciaram as aparições da Virgem Maria em 1917 vindos de Coimbra, onde faleceu há um ano, no dia 13 de fevereiro, aos 97 anos, já surda e cega.
A freira, cujo verdadeiro nome era Lúcia de Jesus dos Santos, tinha dez anos quando viu a aparição da Virgem na gruta conhecida como Cova de Irene, algo de que também foram testemunhas seus primos Francisco e Jacinta, de 7 e 9 anos. A menina afirmou ter falado com a Virgem em várias ocasiões. De fato, consagrou sua vida como freira da Ordem das Irmãs Carmelitas.
Essas aparições converteram Fátima num dos lugares mais venerados do catolicismo no mundo e milhares de peregrinos o visitam todos os anos para orar e pedir milagres.
Depois de uma missa privada no convento das Carmelitas de Coimbra e de um ofício solene na catedral da cidade ontem, os restos mortais de Lúcia foram levados para a basílica de Fátima, situada 70 km, onde descansará ao lado de seus primos falecidos em 1919 e 1920 acometidos por doenças respiratórias.
Os fiéis, procedentes de todos os cantos de Portugal, se reuniram na esplanada da Basílica, onde se encontraram com peregrinos vindos de todas as partes do mundo.
O caixão foi levado em seguida a um panteão situado no coro da Basílica. Seus restos ficarão depositados ao lado de seus dois primos.
Irmã Lúcia foi a única a dizer que a Virgem lhe revelou ''três segredos''. Segundo as interpretações eclesiásticas previu o fim da Primeira Guerra Mundial e o começo da Segunda, assim como a ascensão e queda do comunismo.
O terceiro ''segredo'' de Fátima, se referiria ao atentado contra o Papa João Paulo II, em 1981.
Jacinta e Francisco foram beatificados, o que é considerado um passo inicial para a canonização, pelo Papa João Paulo II, em maio de 2000, em uma cerimônia que foi acompanhada por mais de 600.000 pessoas. Espera-se que a irmã Lúcia também seja beatificada.


