O governo peronista interino argentino declarou ontem estado de sítio na província de Buenos Aires (centro-leste), onde morreram 11 das 27 pessoas vítimas da onda de violência social, que provocou a renúncia do então presidente Fernando De la Rúa.
Miguel Angel Toma, ministro interino do Interior, justificou a declaração do estado de sítio no distrito mais povoado do país (14 milhões de habitantes), pedido expressamente por seu governador, o também peronista Carlos Ruckauf.
Saques Doze supermercados e lojas foram saqueados nas últimas horas na província de Buenos Aires, informaram ontem fontes policiais.
Os saques se registraram nos distritos de La Plata (capital provincial), Bahía Blanca, General Rodríguez, Nueve de Julio e em Pontevedra, localidade próxima à capital federal, precisaram as fontes, citadas por agências locais.
A Argentina vive desde quarta-feira um estado de convulsão social, com saques de lojas e atos de protestos violentamente reprimidos, que deixaram pelo menos 27 mortos, centenas de feridos e milhares de detidos.
Apenas na província de Buenos Aires a principal do país foram detidas 2.700 pessoas, informou o ministro de segurança dessa circunscrição, Juan José Alvarez.
Negou porém rumores relativos à ocorrência de saques de residências particulares, atribuindo-os ao estado de ''psicose'' que atingiu boa parte da população.

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