Restam poucas semanas para Assad, diz israelense
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terça-feira, 03 de janeiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - Os dias do regime do ditador sírio Bashar al Assad estão contados e restam poucas semanas para sua família no poder, afirmou ontem o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak.
''Para a família Assad restam apenas poucas semanas para exercer o poder na Síria'', declarou o ministro na Comissão Parlamentar de Relações Exteriores e Defesa.
As declarações de Barak chegam no mesmo dia em que a Suíça negou visto para um primo do ditador sírio, Hafez Majluf, que queria se reunir com seu advogado, segundo o jornal dominical NZZ Am Sonntag.
Hafez Majluf é o chefe dos serviços secretos de Damasco e não concordou com as sanções impostas pela Suíça ao regime sírio e seus dignatários. Por esta razão, queria ir à Suíça para conversar com seu advogado, acrescentou o jornal, informando que o Tribunal Federal, a mais alta instância jurídica do país, publicou nesta semana a decisão na qual comunica a proibição de entrada em território suíço.
Anteontem, o Parlamento árabe pediu a retirada imediata dos observadores da Liga Árabe atualmente na Síria ao avaliar que sua presença não teve efeito algum sobre a repressão das forças do regime, que mais uma vez atuaram com violência no primeiro dia do ano.
''O regime sírio continua matando inocentes. Assistimos a uma escalada da violência, cada vez matam mais pessoas, incluindo crianças, e tudo isso na presença dos observadores'', afirmou o chefe desse organismo consultivo da Liga Árabe formado por parlamentares de seus 22 membros.
A oposição síria está pessimista sobre as chances de os monitores da Liga Árabe, que visitam atualmente o país, conseguirem interromper a repressão de nove meses lançada pelo ditador Bashar al Assad sobre os protestos contra o seu governo, disseram ativistas.
Fracasso
A missão da delegação da Liga Árabe está destinada ao fracasso, disse o chefe do Conselho Nacional Sírio Burhan Ghalioun, sediado em Paris. ''Se o regime fracassar em cumprir os compromissos acordados, não há outra solução a não ser ir até o Conselho de Segurança [da ONU]'', disse ele à televisão Al Jazeera.
''Como você viu, o regime ainda está usando atiradores e usando Shabeeha (bandidos) e ainda está impedindo que as pessoas protestem em locais públicos'', disse Ghalioun, que pressiona por uma intervenção externa maior apesar do fato de o Ocidente estar sendo contrariado por Rússia e China no Conselho nessa questão.
Um vídeo divulgado por ativistas no YouTube mostra a delegação da Liga Árabe cercada por milhares de manifestantes na Província de Idlib, na sexta-feira.
Apesar da presença dos monitores, que pareciam amenizar a força do Exército em alguns locais, o Observatório Sírio para os Direitos Humanos - uma rede de ativistas da oposição, sediada em Londres, que documenta a violência dando nomes e circunstâncias, disse que 27 civis foram mortos pelas forças de segurança na sexta-feira.
O Observatório disse que cinco membros das forças de segurança foram mortos a tiros em um confronto na cidade de Homs, onde membros do Exército Livre Sírio, formado por desertores, estabeleceram zonas proibidas para proteger distritos da oposição.


