Resseguradora diz que teve prejuízo de 30 milhões de euros
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Folhapress 
São Paulo - A resseguradora alemã Hannover Ruck afirmou ontem que terá um prejuízo de pelo menos 30 milhões de euros com o naufrágio do Costa Concordia, que bateu em pedras na ilha de Giglio, na Itália, no dia 13. No acidente, 15 pessoas morreram e outras 19 estão desaparecidas. Dois corpos foram encontrados ontem pelas equipes de resgate.
A empresa disse que o valor se refere apenas ao próprio barco. As partes de responsabilidade civil, as mercadorias transportadas e os custos do resgate das vítimas não estão incluídos.
Também não entram na conta da resseguradora os danos ambientais decorrentes do naufrágio. Especialistas estimam que os danos econômicos do acidente possam ficar entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão.
O comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, não estava sob o efeito de álcool ou drogas no momento do acidente, de acordo com testes feitos pelas autoridades italianas. Os resultados foram revelados ontem e pedidos pela defesa para serem usados como prova.
A Promotoria de Grossetto pediu evidências do funcionamento de um mecanismo chamado ''anteparas fraco'', que divide o navio em várias partes para ceder à pressão da água. O objetivo é assegurar que a inundação do navio de forma simétrica, de modo a evitar que o ângulo de inclinação transversal exceda os limites legais, a fim de manter a flutuação em caso de alagamento assimétrico.
A Justiça ouviu na manhã de ontem o capitão de fragata Gregorio De Falco, que fez o contato entre a Guarda Costeira e Schettino e está envolvido na investigação do incidente. Ele ficou famoso pelo telefonema ao comandante em que lhe exige o retorno ao Costa Concordia.
Também não foram esclarecidos os problemas na caixa-preta, que o comandante afirma estar quebrada e não ter registrado nenhuma informação da embarcação por 15 dias. Os promotores ainda examinarão o computador de Schettino, que alega ter informações contrárias à empresa.


