Resolução dá prazo final ao Iraque
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sexta-feira, 07 de março de 2003
France Presse 
Londres O projeto de resolução sobre o Iraque, entregue ontem ao Conselho de Segurança da ONU pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha, impõe a Bagdá a data limite de 17 de março para o desarmamento, confirmou ontem à AFP um porta-voz do ministério britânico das Relações Exteriores. ''Posso confirmar que o texto do projeto da resolução inclui como data limite o dia 17 de março'', declarou o porta-voz.
Pouco antes, o chefe da diplomacia britânica, Jack Straw, afirmou que este projeto de resolução, modificado, daria um ''período suplementar'' ao Iraque para cumprir as resoluções da ONU, sobretudo a 1441.
O projeto de resolução, segundo uma cópia publicada pelo ministério, determina que o Conselho de Segurança decidirá que o Iraque não aproveitou a última oportunidade oferecida pela resolução 1441, a não ser que, antes de 17 de março de 2003, o Conselho conclua que o Iraque demonstrou uma cooperação total, sem condições, imediata e ativa dentro da resolução 1441 sobre seu desarmamento e das resoluções anteriores sobre este tema, e forneceu aos inspetores todas as armas, equipamentos, estruturas e meios de apoio proibidos pela resolução 687 de 1991 e todas as resoluções relacionadas à questão armamentista.
Resoluvção será votada Os Estados Unidos submeterão a voto uma nova resolução para desarmar o Iraque, independentemente do nível de apoio no Conselho de Segurança da ONU, disse o presidente norte-americano, George W. Bush. No mesmo discurso, Bush reafirmou que os EUA não precisam de uma nova resolução das Nações Unidas para atacar o Iraque.
''Vamos pedir a votação, não importa qual seja o resultado (...) Queremos ver as pessoas de pé dizendo qual é sua opinião sobre Saddam Hussein e a utilidade do Conselho de Segurança das Nações Unidas'', reforçou.
Mais pressão É preciso ''aumentar a pressão sobre Saddam Hussein'', afirmou ontem em Nova York o chanceler britânico, Jack Straw.
Tomando a palavra no Conselho de Segurança da ONU, o chefe da diplomacia britânica acrescentou: ''Devemos testar este homem'', alguns minutos antes de propor uma emenda à resolução feita em conjunto com Espanha e Estados Unidos que fixa um ultimato para 17 de março.
''Ele mostrou esta semana que não precisa de muito tempo para cumprir'' (com as exigências internacionais)'', disse.
Críticas A agência oficial iraquiana INA qualificou de ''estúpidas'' as declarações feitas nas Nações Unidas pelos chefes da diplomacia norte-americana, Colin Powell, e britânica, Jack Straw, que questionaram a vontade do Iraque de se desarmar.


