Resistência iraquiana preocupa os EUA
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segunda-feira, 24 de março de 2003
Patrick Anidjar<BR>France Presse 
Washington Os norte-americanos acompanham o avanço de suas tropas no Iraque com um misto de preocupação e surpresa, depois do anúncio dos primeiros mortos em suas tropas e de uma resistência que não esperavam.
Depois de cinco dias de conflito, o apoio ao presidente George W. Bush continua sendo de cerca de 75%, e para oito em cada dez americanos ''as forças da coalizão anglo-americana estão ganhando'' os iraquianos.
No entanto, as imagens de prisioneiros de guerra no Iraque, divulgadas a conta-gotas, despertaram uma certa inquietação na opinião pública, o mesmo acontecendo com as informações sobre bolsões da resistência iraquiana ante o exército ''libertador'', segundo a terminologia adotada pelo governo Bush.
Sem dúvida, os norte-americanos não esperavam ver manchetes como ''uma reviravolta inesperada leva à morte e à captura de americanos'' (The New York Times), em referência aos soldados que caíram em combate ou foram feitos prisioneiros dos iraquianos, e ''Combate no sul do Iraque termina mal'' (Washington Times), com a foto de um dos soldados na primeira página.
''A dura realidade da guerra irrompeu nos lares norte-americanos'', anunciou o USA Today.
Uma realidade que ainda ressoa dolorosamente na memória coletiva dos Estados Unidos, marcados pelos 58.000 americanos mortos no Vietnã ou os 241 soldados mortos em Beirute durante uma explosão em 1983 e pelas palavras: guerrilha, número de mortos e de prisioneiros de guerra.
Os sociólogos estão convencidos de que se as forças norte-americanas e britânicas tomarem rapidamente Bagdá e acabarem com o atual regime iraquiano, a população seguirá apoiando o governo. ''Mas se perceber que cometemos erros estúpidos, se constatar que subestimamos a capacidade de Saddam Hussein e que nos dirigimos para uma guerrilha urbana, com muitas perdas, a rejeição à guerra irá aumentar'', afirmou à AFP o professor Jeffrey Reiman, diretor de programas de filosofia e ciências sociais na American University de Washington.
Mortes em Bagdá Cinco pessoas, entre elas uma mulher, morreram ontem ao cair um míssil sobre sua casa em um bairro da zona oeste de Bagdá, informaram habitantes.
''O Ministério de Relações Exteriores convocou os embaixadores norte-americano e britânico e lhes entregou um protesto contra essa agressão terrível'', adiantaram fontes oficiais. Por outro lado, um ministro iraquiano informou, ontem, em Bagdá, que como resultado dos bombardeios 194 pessoas foram feridas em Bagdá, outras 32 feridas e 10 mortas em Karbelaa, 122 mortas e 63 feridas em Babel.
Basra A cidade de Basra (Sul do Iraque) está sendo bombardeada, informou ontem o correspondente do canal catariano al-Jazeera, mostrando imagens de colunas de fumaça que se levantam da cidade. ''Há bombardeios na zona oeste da cidade de Basra'', declarou o correspondente da rede de tevê.


