Resgate de montanhista cada vez mais difícil
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sábado, 08 de janeiro de 2011
Agência Estado 
Rio - A família do montanhista Bernardo Collares Arantes, 46 anos, que desde a última segunda-feira está no alto do Monte Fitz Roy, nas proximidades do povoado de El Chatén, na Patagônia, sul da Argentina, está dividida. Sua mãe, Heliane Collares, 68, ainda tem esperanças que o filho possa ser resgatado com vida. Leandro, um dos quatro irmãos do montanhista, acha difícil que seja resgatado vivo. Diante das escaladas de Bernardo, a mãe ''sempre ficava apreensiva, mas aceitava'', explica Leandro, porta-voz da família.
Ontem, Erika, irmã de Bernardo, chegou a El Chatén para acompanhar as possíveis tentativas de resgate do irmão. Ao passar por Buenos Aires encontrou-se com o vice-cônsul brasileiro, Marcos Maia. Segundo ele, as autoridades argentinas colocaram à disposição um helicóptero, além de todo o pessoal e equipamentos necessários para tentar o resgate de Bernardo. A operação estava sendo discutida na Gendarmeria (uma força de segurança argentina de natureza militar) de El Chatén.
''É uma operação muito perigosa. Eles não podem colocar em risco os funcionários da Gendarmeria, por isso está demorando. Eles criaram uma comissão de análise na qual estão também os montanhistas da região que têm muito mais conhecimento técnico de como subir nas montanhas'', explicou Maia. Ele não deu garantias de quando o resgate poderá ser feito.
Segundo Leandro, esta foi a terceira vez que Bernardo tentava subir o Fitz Roy. Em 2010, ele esteve exatamente no mesmo local, mas o mau tempo impediu a escalada. Nova tentativa ocorreu nesta segunda-feira ao lado de Kika Brandford, mas quando faltavam 400 metros para atingir o cume, eles foram obrigados a desistir por causa do mau tempo. Na descida, Bernardo caiu de uma altura de 15 metros, e, provavelmente, fraturou a bacia e sofreu hemorragia interna. Kika ainda ficou quatro horas ao lado do amigo e depois continuou a descida em busca de socorro. Ela só chegou a El Chatén no dia seguinte.


