Aproximadamente 100 reservistas do Exército peruano tentavam desde a manhã de ontem chegar até a região dos Andes onde o tenente-coronel rebelde Ollanta Humala estava refugiado para se somarem a ele.
Muitos dos voluntários foram interceptados por forças do Exército leais ao governo que fecham o cerco contra Humala. Os reservistas chegam principalmente de Tacna, capital do departamento do mesmo nome do sul do Peru.
A rebelião liderada por Humala começou no domingo em Moquegua, quando 50 militares invadiram uma mina de cobre e tomaram reféns, que foram libertados no dia seguinte. Os militares rebeldes exigiam a renúncia do presidente peruano, Alberto Fujimori, e a prisão do ex-chefe do serviço de inteligência Vladimiro Montesinos.
Aos poucos, os soldados rebelados foram depondo suas armas e estima-se que apenas sete militares estejam entrincheirados com o líder da insurreição, incluindo um irmão dele, Antauro Humala.
Jornalistas enviados à região da sublevação indicavam que, até ontem à tarde, os reservistas mantinham uma conduta pacífica e pretendiam fortalecer a posição do tenente-coronel para forçar uma saída digna e pacífica para o impasse. Para conseguir a rendição sem violência do líder rebelde, o chefe da Defensoria do Povo, Jorge Santistevan, embarcou ontem à tarde num helicóptero para a região dos conflitos.
O Exército cortou as comunicações entre os departamentos sulinos de Moquegua, Tacna e Puno para evitar que mais simpatizantes tentem aderir ao movimento.

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