A abertura do processo de impeachment contra o presidente americano, Bill Clinton, aprovada pela Câmara de Representantes na semana passada, começa a voltar-se contra a oposição republicana.
Tal como previam alguns analistas, uma pesquisa publicada ontem pelo jornal The Washington Post mostra que a intenção de voto dos republicanos para as eleições legislativas do dia 3 diminuiu de 47% - segundo a sondagem anterior, do início da semana passada - para 42%. Ao mesmo tempo, o número dos que pretendem votar em candidatos democratas subiu de 47% para 51%. O estudo indica ainda que 52% dos americanos estão contra a abertura do processo de destituição e 67% aprovam a administração Clinton.
Com esses números como pano de fundo, vários candidatos democratas já começaram a denunciar, em campanhas de TV, a ‘‘perseguição’’ dos republicanos contra Clinton.
O presidente é acusado de ter cometido, em 15 ocasiões, delitos de perjúrio, indução a perjúrio, obstrução da Justiça e abuso de poder - na tentativa de esconder a natureza sexual de seu relacionamento com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky.
O promotor independente Kenneth Starr conduziu as investigações e entregou o relatório com suas conclusões para a Comissão de Justiça da Câmara de Representantes. O plenário da Casa decidiu acatar a recomendação da comissão para abrir o processo de destituição na quinta-feira. A decisão sobre se Clinton será ou não destituído caberá ao Senado, onde, atualmente, os republicanos não contam com o mínimo de 67 votos (dois terços do total de 100) para aprovar o impeachment.
O temor dos assessores da Casa Branca é o de que o desgaste causado aos democratas pelo escândalo permita à oposição aumentar significativamente sua maioria no Congresso após as eleições - que renovará um terço do Senado e toda a Câmara de Representantes, de 435 deputados. (Reuters)

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