Tampa, Flórida - Após um ano, dois meses e 26 dias de uma campanha controversa até o último minuto, Mitt Romney, um gestor de investimentos e ex-bispo mórmon que governou Massachusetts de 2003 a 2007, foi oficializado candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA.
A votação ocorreu sob intensa vaia dos simpatizantes do deputado Ron Paul, único pré-candidato derrotado nas primárias partidárias que não passou seus votos a Romney. No sistema eleitoral americano, a oficialização do presidenciável se dá com a votação pelos representantes estaduais. Cada Estado tem direito a um lote desses votos, que entrega ao vencedor local das primárias ou os distribui proporcionalmente seguindo a votação popular.
O Alasca desafiou a direção do partido e entregou seu lote a Paul. Minnesota e Nevada também deram quase todos os seus votos a ele, e Iowa, Havaí, Michigan e outros repassaram parte de sua cota ao deputado, popular entre o eleitorado jovem por suas ideias em favor de um Estado mínimo e da liberdade individual máxima.
Mesmo assim, o partido contabilizou apenas os votos do candidato oficial, sob protestos de parte da plateia. Os 122 votos do deputado eram insuficientes diante dos 1.462 de Romney.
Protestos
Ao lado de um galpão abandonado da Marinha americana, instalou-se o maior protesto em Tampa às margens da convenção republicana. Cerca de 150 pessoas em tendas e barracas armaram a ''Romneyville'' (Vila Romney), em homenagem ao candidato republicano. A Romneyville foi criada pela ''campanha pelos direitos humanos e econômicos dos pobres americanos''. A organização defende o perdão das dívidas hipotecárias, a devolução das casas de quem foi despejado após a crise de 2008 e pede planos de saúde grátis para todos.

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